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André Costa Moreira com livro aberto e tablet, em ilustração de estúdio sobre aprendizagem contínua.

O que eu estudo — e por que nunca parei de aprender

há 14 horas
7 min de leitura

Lifelong Learning: conectando tecnologia, pessoas e negócios.


Um formulário, uma ideia e uma porta que se abriu


André diante de um notebook, representando sua experiência de aprendizagem com programação.

Pegue sua bebida favorita. Hoje vamos atravessar um pequeno túnel do tempo.


Há cerca de quinze anos, eu trabalhava com ServiceNow, ainda fora da equipe de desenvolvimento da plataforma. Entre minhas tarefas, precisava preencher formulários e queria agilizar aquele trabalho.


Tive uma ideia: criar uma extensão para o Google Chrome que fizesse o preenchimento.


Só faltava aprender a criar uma extensão para o Google Chrome.


Comecei pelo caminho clássico: pesquisar no “tio Google”, abrir vários artigos, ler e testar. Quando alguma coisa não funcionava, voltava à pesquisa. JavaScript, HTML e CSS foram ganhando uma utilidade muito concreta, porque cada descoberta ajudava a construir algo que eu precisava usar.


Até que a extensão ficou útil para mim.


Resolvi compartilhar com o time de Service Desk. Aquilo chamou a atenção do Product Owner de ServiceNow, que perguntou como eu tinha feito.


Minha resposta foi simples: estudando e praticando.


Depois veio o convite para fazer parte da equipe de ServiceNow. E o resto é história.


Pensando bem, eu queria facilitar o preenchimento de um formulário e acabei abrindo uma porta na carreira.



Aprender enquanto o desafio acontece


André consulta um livro, representando os estudos de fundamentos técnicos.

Desde que me conheço como profissional, busco desafios diferentes. Isso me coloca diante de assuntos nos quais ainda não sou especialista.


Para construir essa bagagem, estudo e vou aplicando conforme aprendo.


A extensão foi um exemplo desse movimento. Minha trajetória também passou por desenvolvimento, suporte, integrações e consultoria, até chegar à arquitetura de soluções.


A formação em Processamento de Dados faz parte dessa base. Mais adiante, a Engenharia de Software ampliou os estudos para requisitos, modelagem, arquitetura, testes e evolução das aplicações.


São assuntos que ajudam a examinar uma solução por dentro: o que precisa ser construído, como organizar suas partes e como verificar o resultado.


Durante aproximadamente dez anos, trabalhei fortemente esse lado técnico. Era bem o espírito de “Talk is cheap. Show me the code.”


Mas chegou um momento em que percebi outra ponte para atravessar.


Eu queria ampliar minha atuação do mundo do desenvolvimento para a gestão de plataformas. A bagagem técnica continuava comigo. Agora, precisava dar mais espaço à gestão e ao lado humano do trabalho.


As perguntas estavam ficando maiores.



O código encontrou pessoas, prioridades e negócios


André com tablet e gesto de conversa, representando pessoas, projetos e negócios.

A Gestão de Projetos trouxe para meus estudos temas como escopo, cronograma, custos, riscos e comunicação.


Uma solução faz parte de uma entrega. Existem objetivos, prioridades, dependências e escolhas sobre o que cabe naquele momento. O trabalho técnico precisa conversar com tudo isso.


A formação em Gestão de Pessoas e Educação Corporativa acrescentou outra perspectiva: desenvolvimento de equipes, aprendizagem de adultos e gestão do conhecimento.


O conhecimento precisa circular. Pessoas precisam compreender orientações, desenvolver autonomia e conseguir trabalhar juntas.


Quando conversamos sobre o motivo de eu ter buscado essas formações, a frase que melhor explicou essa mudança foi esta:


É sobre pessoas e como elas trabalham em conjunto para fazer negócios.


Essa percepção ajuda a conectar os assuntos que estudei. A tecnologia ocupa um lugar importante dentro de uma relação que envolve gente, organização e objetivos compartilhados.


Para compreender melhor essa relação, precisei continuar aprendendo.



E quem ensina também precisa aprender


André com livro e caneta, representando educação e compartilhamento de conhecimento.

Minha formação em Docência na Educação Profissional e Técnica faz parte dessa mesma história.


Nos estudos, entraram planejamento do ensino, avaliação, inclusão, metodologias de aprendizagem e uso de tecnologias na educação.


Conhecer um assunto e ajudar outra pessoa a compreendê-lo são desafios diferentes.


Quem está aprendendo já traz experiências, dúvidas e um contexto próprio. Uma explicação precisa considerar esse ponto de partida.


Essa conexão entre educação e tecnologia aparece em situações simples. Uma orientação pode precisar de outro exemplo. Uma documentação pode exigir mais contexto. Às vezes, a explicação melhora bastante depois que retiramos três siglas da mesma frase.


Ao olhar para aquela extensão do Chrome, também reconheço esse movimento de aprendizagem e compartilhamento. Comecei procurando informações, transformei leitura em prática e depois dividi o resultado com o time.


O conhecimento saiu da minha tela e passou a fazer parte de uma conversa.



Construir, acompanhar e melhorar


André examina uma lista, representando governança e qualidade.

Ao ampliar meu olhar para gestão, também busquei formação em Governança e Compliance Corporativo.


Controles internos, riscos, auditoria, compliance digital e a dimensão humana da governança passaram a fazer parte dos estudos.


São temas que acrescentam perguntas sobre responsabilidades e critérios: quem decide, como uma decisão é acompanhada e quais riscos precisam ser considerados?


A Gestão da Qualidade trouxe processos, produtividade, ferramentas de análise, auditoria e métodos de apoio à decisão.


Esse olhar ajuda a examinar como o trabalho é realizado, como avaliar uma entrega e onde procurar oportunidades de melhoria.


Quando reúno essas formações, vejo uma conversa entre elas.


Engenharia de Software examina a construção. Gestão de Projetos organiza a entrega. Educação e Gestão de Pessoas aproximam aprendizagem e colaboração. Governança e Qualidade acrescentam responsabilidade, acompanhamento e melhoria.


É essa combinação que ajuda a compreender como pessoas, processos e tecnologia se conectam.



As certificações entram nessa mesma história


André com livros e tablet, representando sua trajetória de certificações e estudos.

ServiceNow continuou acompanhando essa jornada, inclusive nos estudos e nas certificações.


Meu percurso inclui as mainline Certified System Administrator (CSA) e Certified Application Developer (CAD), além das Certified Implementation Specialist em IT Service Management, Customer Service Management, Risk and Compliance e Data Foundations (CMDB and CSDM).


Os nomes registram diferentes partes do caminho: a base da plataforma, o desenvolvimento de aplicações, os processos de atendimento, os riscos e os dados que sustentam as soluções.


Esses assuntos se encontram. Uma aplicação depende de informações. Um processo de atendimento envolve pessoas e responsabilidades. Uma decisão técnica pode trazer questões de governança e segurança.


No Google, essa trajetória inclui a certificação Generative AI Leader, conectando meu interesse por inteligência artificial à compreensão de suas aplicações e possibilidades nos negócios.


Os certificados marcam etapas. A aprendizagem continua quando coloco o conhecimento em prática e encontro algo que ainda preciso compreender.


Foi assim com a extensão do Chrome. Continua acontecendo hoje — embora as ferramentas tenham mudado bastante.



A IA encurtou o caminho até a experiência


André estuda com notebook e caderno, em uma ilustração sobre aprendizagem com IA.

Hoje tenho menos trabalho para chegar a uma explicação ou começar uma experiência.


Uso a inteligência artificial para compreender assuntos, apoiar consultas à documentação, desenvolver código e dividir problemas complexos em partes menores.


Essa última possibilidade me interessa muito. Um problema que parecia enorme pode se transformar em uma sequência de questões mais simples de examinar.


Na época da extensão, eu precisava percorrer vários artigos até reunir as peças. Hoje, consigo conversar sobre uma dúvida, pedir outra explicação e chegar mais rapidamente a algo que possa experimentar.


A prática continua sendo meu ponto de conferência.


Pego o que a IA consolidou e aplico. Às vezes funciona; às vezes encontro erros, lacunas ou algo que precisa ser mais bem compreendido.


Também já fiz meus próprios ensaios de deixar mais da investigação por conta dela. Em alguns caminhos, a IA avançou muito mais rápido do que eu. Em outros, não encontrou uma solução.


Foi nesses momentos que minha própria formação fez diferença.


O conhecimento construído pelos meios clássicos continuava ali, ajudando a perceber o que faltava e a buscar outro caminho.


Tenho bastante entusiasmo por essa parceria. E ela também trouxe novos motivos para estudar.



Mais possibilidades, mais perguntas sobre segurança


André com tablet diante de um símbolo de proteção, representando IA e cibersegurança.

Em setembro de 2026, comecei a pós-graduação em Cibersegurança em Aplicações de Inteligência Artificial, que está em andamento.


Ela conecta assuntos como IA, segurança de aplicações, compliance digital, investigação digital e políticas de segurança.


Minha escolha vem de uma preocupação que acompanha o entusiasmo: as possibilidades da tecnologia também podem ser exploradas para causar danos.


Quero compreender melhor esse encontro entre capacidade, proteção e responsabilidade.


O AI Risk Management Framework 1.0, do NIST, inclui segurança, resiliência, privacidade, transparência e responsabilização entre as características relevantes para sistemas de IA confiáveis.


Na minha experiência, fornecer informações relevantes ajuda a IA a trabalhar melhor. Escolher cuidadosamente essas informações e os acessos concedidos também faz parte dessa parceria.


A nova formação se aproxima dos estudos anteriores em tecnologia, governança e gestão. Os conhecimentos vão se encontrando, enquanto os desafios continuam abrindo outras perguntas.



A vida também precisa ser apreciada


André com uma xícara e um livro ao lado, em uma pausa para apreciar a vida.

Com a IA fazendo tanta coisa, alguém poderia perguntar se ainda precisamos estudar.


Meus próprios experimentos reforçam minha resposta: continuar aprendendo faz diferença.


Preciso de conhecimento para avaliar o que recebo, reconhecer limites e contribuir quando a ferramenta não encontra uma saída.


Principalmente quando a questão termina onde tantas questões profissionais terminam: um ser humano lidando com outro ser humano.


É aí que penso em empatia. Em procurar compreender o outro e perceber o que aquela situação significa para sua vida.


Vejo uma parceria com possibilidades enormes na inteligência artificial. E quero preservar, dentro dela, esse cuidado com as pessoas.


Porque a vida, como ela é, precisa ser apreciada.


Há relações, experiências e significados que merecem atenção. Nem tudo cabe na pressa de transformar o dia em uma sequência de problemas resolvidos.


Lifelong learning é o nome conhecido para a aprendizagem ao longo da vida. A UNESCO inclui nesse conceito diferentes idades, ambientes e formas de aprender, dentro e fora da educação formal.


Na minha história, essa jornada tem livros, cursos, pós-graduações, certificações e muita prática.


Tem também curiosidade para encarar o que ainda não sei.


Há cerca de quinze anos, essa curiosidade me levou a pesquisar como criar uma extensão do Chrome. Hoje, ela me leva a estudar inteligência artificial, segurança e novas formas de trabalhar.


A pergunta muda. A disposição para aprender continua.



Fontes e transparência editorial


André consulta livro e tablet e faz anotações, representando fontes e revisão editorial.

Este artigo foi construído a partir de uma entrevista com André Costa Moreira e das informações de formação presentes no perfil profissional fornecido por ele.


A história da extensão do Chrome, a transição para gestão e os experimentos com IA são relatos pessoais do autor. Suas avaliações sobre a IA expressam sua experiência e não constituem uma comparação científica entre ferramentas e profissionais.


As conexões entre as áreas de formação são uma elaboração editorial baseada no perfil e na entrevista. Não houve verificação independente de diplomas ou da vigência das certificações mencionadas.


Referências públicas:



Consolidação de conteúdo e apoio à redação: NORA — Sinais do Mercado.


Revisão editorial e aprovação final: André Costa Moreira.


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